domingo, 17 de junho de 2007

2º capítulo

Suzannah,
Na primeira vez em que te vi, você parecia uma garota comum, estava feliz e ansiosa para ser escolhida. Quando o chapéu seletor chamou seu nome, só faltava você dar pulinhos. Senti simpatia por você, mas quando eu estava na mesa da Sonserina e você na da Grifinória, reparei que nunca poderíamos ser amigos.
Os anos foram passando e quando estávamos no terceiro ano, vi você cantando com suas amigas. Não era a melhor voz do mundo, mas para mim... Acho que foi nesse momento em que me apaixonei por você. Foi por esse motivo que eu terminei com a Lois( tudo bem...eu nunca gostei dela mesmo) . E agora que vamos para o quinto ano, sinto que preciso me declarar. Talvez essa carta nunca chegue em suas mãos, assim eu espero. Eu acho que é só. Se escrever mais alguma coisa nessa carta, como um bom sonserino diria, acho que vou vomitar.
Com amor,
Serpente

Ted releu aquelas palavras mais uma vez. Dava vontade de rasgar aquela carta mil pedaços ou até mesmo vomitar em cima dela. Mas havia uma vozinha irritante em sua cabeça que dizia:
- Mande para ela! Você não pode perder essa chance! Você nunca mais conseguirá escrever algo parecido novamente! Mande! Manda logo!!!
Ele não sabia o que fazer. Só reparou o que havia acabado de fazer, quando sua coruja Daniel levantou vôo, levando sua carta embora. Ele teve vontade de morrer.
- Tudo bem, Ted! Ela nunca vai saber que foi você que escreveu aquela maldita carta! - pensou ele em voz alta- Pensando pelo lado positivo, se é que tem um lado positivo nisso tudo, a carta foi assinada em codinome. Não há com que se preocupar!- Pelo menos ele tinha sorte em alguma coisa.
- Tedddd! Almoço!!!- gritou alguém do andar debaixo.
Era a mãe de Ted. Ela era uma mulher jovem, alta, cabelos muito loiros. Trabalha como curandeira no St. Mungus, mas hoje havia tirado folga para levar o filho no Beco Diagonal, para comprar o material escolar.
- Onde está o papai? - perguntou Ted.
- No Ministério como sempre.
- Quando vamos ao Beco Diagonal?
- Após o almoço.
- Não vamos esperar o papai?
- Esse ano não, querido. - respondeu ela carinhosamente ao filho. Ele tiveram um almoço em total silêncio.
Apesar do espírito sonserino, Ted era igual a sua mãe. Tinha aquele jeito bom de ser. Isso porque a mãe dele foi uma grifinória. Mas parece que Ted seguiu os passos de seu pai, quero dizer, indo para a Sonserina. Aliás ele foi igual ao seu pai se apaixonando por uma grifinória.
- Você parece um pouco desligado, Ted. Algum problema? - perguntou sua mãe.
- Ahhh... não! Eu estou ótimo. - respondeu ele.
- Na verdade, você me parece perfeito. - disse ela com cara de desconfiada. - Você parece mais... como posso dizer?... apaixonado.
- O quêêêê??? - Ted quase caiu da cadeira. - Ficou doida, mãe???
- Eu te conheço...te conheço. - disse ela com uma cara toda feliz. - Mas é melhor irmos logo ao Beco Diagonal. Vá se arrumar!
Ted foi para seu quarto e quando fechou a porta, pôde respirar aliviado.Como sua mãe poderia saber daquilo? Será que estava tão na cara?
Após se arrumar e encontrar com sua mãe na sala, os dois se prepararam para fazer uma aparatação conjunta.

Por Suze

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